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O PIB português interrompeu, em 2008 e 2009, a dinâmica de recuperação que vinha exibindo desde 2005, com um contributo negativo da procura externa líquida e um abrandamento significativo da procura interna. Este resultado ficou a dever-se à evolução desfavorável do enquadramento económico mundial. Por um lado, a deterioração do desempenho económico dos nossos principais parceiros comerciais afectou adversamente a procura externa dirigida à economia portuguesa. Paralelamente, o investimento registou também uma variação negativa, em parte impulsionada pela deterioração significativa da confiança dos empresários.

Após a recessão económica de 2003, o crescimento real do PIB permaneceu positivo até ao último trimestre de 2008, momento a partir do qual os efeitos adversos da crise económica mundial começaram a fazer-se sentir de forma mais pronunciada na economia portuguesa. O consumo privado e as exportações foram os principais agregados que sustentaram este ciclo de expansão, uma vez que em termos médios, e em resultado do processo de consolidação orçamental encetado, se assistiu a uma contracção do consumo público a partir de 2006, e o investimento, não obstante o bom resultado de 2007, cresceu, em termos reais, a um ritmo modesto.

A partir da segunda metade de 2007, a evolução da actividade económica foi largamente condicionada pelo comportamento da procura externa e do investimento. Com efeito, as exportações iniciaram em 2006 um movimento de expansão que se manteve na primeira metade de 2007, momento a partir do qual começaram a registar um abrandamento, tendo-se tornado particularmente significativo em 2008. Por outro lado, o investimento apresentou uma tendência de melhoria, particularmente significativa na segunda metade de 2007, contribuindo assim para a expansão da procura interna, cujo crescimento se encontrava limitado em virtude quer da evolução moderada do consumo das famílias quer da contracção do consumo público. No entanto, reflectindo o enquadramento macroeconómico menos favorável e o abrandamento da procura externa, também o investimento empresarial começou a registar um abrandamento significativo a partir do início de 2008.

O modesto crescimento económico dos últimos anos está associado, sobretudo, ao abrandamento da procura interna, em virtude do processo de correcção dos desequilíbrios macroeconómicos acumulados a partir do final da década de 90, e que se traduziu, em particular, numa moderação do investimento, público e privado, mas também num menor crescimento do consumo. Paralelamente, a ocorrência de choques externos negativos conduziu a um enquadramento externo menos favorável e a uma limitação do crescimento da procura externa.